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Método Komari de Organização – I

Olá! Neste post apresento o Método Komari de organização. Leia e aproveite as dicas.

KONDO, Marie, A mágica da arrumação; Tradução de Márcia Oliveira; Rio de Janeiro: Sextante, 2015.

Método Komari

A mágica da arrumação foi uma experiência ímpar de leitura. Não se trata apenas de um livro sobre a arrumação do lar, mas sobre a arrumação de sentimentos sobre os objetos, sobre a casa, até sobre si mesma. Marie Kondo é uma jovem nipônica de 30 anos, personal organizer,  que se interessou pelo tema desde os seus cinco anos, hoje uma renomada profissional da área .

O livro trata sobre as  experiências que levaram Kondo a desenvolver o seu próprio método de organização da casa o método Komari de organização (junção do nome e sobrenome da autora), a arte japonesa de colocar ordem na casa e na vida, e como é colocar em prática esse método. Kondo ministra cursos sobre o tema e trabalha na casa de pessoas para auxilia-los a definir o que realmente é importante e os faz feliz em suas casas, e na vida.

O método komari de organização mostra os caminhos para uma ação eficiente de colocar os objetos em seus devidos lugares, separando, arrumando e descartando objetos.

A seguir leia o resumo de como Marie Kondo demonstra o Método Komari  de organização em A mágica da Arrumação, capítulo por capítulo.

CAPÍTULO 1 -POR QUE NÃO CONSIGO MANTER MINHA CASA ORGANIZADA?

Cada capítulo possui vários subtítulos , tratarei aqui de alguns mais relevantes para este resumo. A principio a autora trata sobre a importância de fazer o processo de uma só vez, pois, deixar para fazer aos poucos e cômodo a cômodo nos faz correr o risco de ter de arrumar varias vezes e sofrer o chamado “efeito rebote”, que se trata do retorno da bagunça, ou seja, a pessoa quer arrumar o que tem, mas na verdade, a maioria das coisas guardadas não tem mais serventia e a solução é o descarte.

“O segredo para a organização eficiente é imutável: descartar itens desnecessários e decidir onde guardar o que sobra”.

A arrumação é dividida em dois eventos: a organização diária e a organização como evento especial. Essa etapa requer tempo, paciência e foco, pois Kondo diz que devemos avaliar cada item e decidir se vai descartá-lo ou não e por fim saber onde vai guardar o que ficou.

CAPÍTULO 2 – EM PRIMEIRO LUGAR, DESCARTE

Para inicio desta etapa a autora diz que é essencial definir sua meta, “Qual foi sua motivação para decidir organizar as coisas? Que objetivo você pretende atingir? ” Devemos nos perguntar o porquê de querermos arrumar a nossa casa, ao encontrarmos a resposta estamos prontas para o próximo passo, analisar o que possuímos.

O critério mais importante para nossa escolha é a resposta positiva à pergunta: Isso me faz feliz? Existem diversos padrões de descartes como se desfazer de coisas que deixaram de ser úteis, ou coisas desatualizadas e fora de moda.

Kondo nos mostra um profundo respeito pelas coisas, pelas casas e pelos sentimentos empreendidos pelas pessoas pelas suas coisas, cada item tem uma função e alguns deixam de exercer essas funções, mas merecem todo o repeito de seus donos. A sugestão da autora é que nos despeçamos de nossos objetos agradecendo-os.  A recomendação é “libertar os objetos da prisão à qual você os relegou e deixe-os partir com gratidão”.

CAPÍTULO 3 – COMO ORGANIZAR POR CATEGORIAS

1ª CATEGORIA: ROUPAS

Divididas em sub-categorias:

a) Blusas (camisas, suéteres, etc.);

b) Partes de baixo ( calças, saias , etc);

c) Roupas de pendurar (blazers, casacos, ternos, etc.);

d) Meias;

e) Roupas íntimas;

f) Bolsas;

g) Acessórios (lenços, cintos, chapéus, etc.);

h) Roupas para ocasiões específicas (Biquínis, sungas, uniformes,etc.);

i) Sapatos.

 Existem duas maneiras para organizar roupas, pendurando-as ou dobrando-as, e kondo recomenda que a maior parte delas deve ser dobrada, visto que, esse método pode resolver grande parte do problema de espaço.

Segundo a autora “a meta é organizar o conteúdo de forma que se consiga ver onde se encontram todos os itens com um único passar de olhos, como se fossem livros numa prateleira. O segredo é arrumar na vertical e não na horizontal.”

Na prática, o objetivo é deixar cada peça no formato de um retângulo liso. A roupa deve ficar com uma dobra firme, caso contrário, ficará se desfazendo e isso significa que não foi dobrada adequadamente.

As peças que “parecem felizes” penduras vão para os cabides como: roupas de tecidos finos e peças de alfaiataria. Para  isso, a regra é pendurar peças de mesma categoria lado a lado, dividindo o espaço em seções de blazers, vestidos, saias, etc. Para completar, pendure as peças pesadas no lado esquerdo e as mais leves do lado direito do armário (casacos seguidos de vestidos, blazers, calças, saias e blusas)

As meias e meias-calças “Nunca, jamais dê um nó em suas meias-calças, nunca, jamais enrole suas meias como bolas”. Segundo Kondo as meias nos ajudam nos momentos mais cansativos do dia no trabalho e também merecem respeito e descanso. Se essas peças estiverem enroladas permanecem em estado de tensão, esticadas e consequentemente haverá o relaxamento do elástico. A seguir você lerá o trecho em que Kondo explica como se dobra as peças:

“Una as pontas das meias, dobrando a meia-calça no meio no sentido do comprimento,. Em seguida, dobre-a em três partes, de modo que a parte dos pés fique para dentro e o elástico da cintura fique ligeiramente para fora. Por fim, enrole a meia-calça em direção ao elástico da cintura. Se o elástico ficar para fora quando você tiver terminado é porque fez de forma correta… o importante é que as meias-calças fiquem firmes e estáveis quando estiverem enroladas como sushis.”

“Dobrar meias é ainda mais fácil…Coloque um pé da meia sobre os outros e siga os mesmos princípios das roupas… O objetivo é formar um retângulo simples…” 

A autora diz que o melhor lugar para guardar meias são as caixas de sapatos, caso você não tenha gavetas para elas.

Agora vamos às roupas fora de estação, estas que a maioria das profissionais em organização recomendam guardar em outro lugar e só colocá-las na ativa quando a estação do ano mudar. Marie Kondo diz que não é necessário, pois, com a setorização das peças há uma adequação no armário para todas. guardá-las em caixas deixa tudo mais complicado e sujeito ao esquecimento.

“Não importa onde guarde as peças, uma regra comum é: de vez em quando, abra as gavetas ou as portas dos armários para deixar entrar um pouco de luz e ar. Passe as mãos pelas roupas. Faça com que saibam que você se importa com elas e que anseia por usá-las novamente. Essa comunicação mantém as peças vibrantes e faz o relacionamento entre vocês durar mais.

No próximo post voltarei com a continuação do Método Komari de organização com a  parte II : o capítulo três que trata de como guardar livros, organização da papelada, e os itens de valor sentimental. Assim como, os capítulos 4 e 5.  Até lá!

Leia agora! :Continuação do post sobre o método da Marie Kondo

 

 

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